|
| Entrevista com Gilles Colombel, co-responsável do Centro des Avatares: O Centro exprime a abertura de acolher todas as vias interiores. Pode precisar? Gilles Colombel: Sim, desejamos acolher seres provenientes tanto do Cristianismo, como do Hinduísmo, do Budismo, do Islão, do Judaísmo, do Taoismo…como de vias não religiosas, quer sejam ocidentais ou orientais. Recebemos antes de tudo seres humanos, qualquer que seja a pertença e a sua cor de pele. O Centro quer-se justamente um lugar de Unidade para convidar a viver a prática ao quotidiano, continuando respeitoso e reconhecido às múltiplas formas que pode tomar o Divino. Como podemos ser respeitosos dos diferentes caminhos se o Centro dos Avatares não propõe uma só prática? A prática de repetição, de comunhão é universal. Esta inspiração de uma só prática é para nós uma necessidade de unidade espiritual e a via aconselhada pela maior parte dos Avatares. Cada Ser, segundo a sua cultura ou a sua preferência, é livre de escolher um nome Divino que lhe convém mais e a repetir e a ressentir. Isso pode ser Deus para um cristão, Ram para um hindu, Alá para um muçulmano… a Unidade na unicidade e não na uniformidade. No entanto, eu compreendo perfeitamente que essa directiva possa ser discutida por alguns. O Centro oferece igualmente a possibilidade de partilhar com palavras, num espaço convivial do centro, após a prática e se tal é a necessidade. Para quê a existência de um centro se nós podemos praticar sozinhos? É completamente possível e mesmo encorajado de continuar esta prática ao quotidiano, pois o Divino manifesta-se e sente-se em todo o lado, a todo o momento, em todas as circunstâncias. Podemos no entanto mostrar-nos mais distraídos e irregulares ou instáveis, vivendo a prática sozinho. O Centro permite também de encontrar um momento sagrado de silêncio que hoje se faz tão raro na nossa sociedade. O Centro não é sem dúvida indispensável, você tem razão, e talvez visto mesmo como uma simples bengala. Esta imagem e esta missão nos convém perfeitamente: Até que vocês possam de novo apoiar-vos sobre a vossa própria perna e andar sozinho sem o apoio da bengala. Paralelamente a esta visão despreocupada, existe igualmente uma realidade que quer que o conjunto de energias dotadas de intenções puras é ao serviço de toda a humanidade da maneira mais subtil e mais eficaz que os actos físicos. Podemos então considerar que as emanações Divinas do Centro tocam o conjunto dos seres para além do lugar físico limitado, com bondade. Como se transmitem os odores de um perfume ou de um óleo essencial. Porque é que o Centro não propõe nem sala de leitura nem de conferências? O Centro deseja manter-se como um lugar de experiência interior, de presença silenciosa, para além de toda a intelectualização. O verdadeiro conhecimento revela-se e manifesta-se o mais profundamente por esse maravilhoso ponto que é o silêncio. Desejamos no entanto, convidar ao diálogo inter-espiritual entre todas as tradições, recebendo convidados para falar da prática através da diferença. Qual é a sua experiência com esta comunhão? Estamos no caminho. Marie-France e eu, fazemos o nosso melhor quotidianamente para amar e servir o Divino que é em todo o lado. Amar e Servir é o prolongamento natural de uma prática fervente ao Namasmarana. O que significa "Namasmarana"? Namasmarana é uma palavra Sânscrita que quer dizer se lembrar do Nome. "Nama" é o "Nome" e "Smarana": Se Recordar". É indispensável encontrar os Avatares? Não, não existe indispensabilidade de encontrar os Avatares mas é sempre uma bênção de estar na sua presença, fisicamente ou subtilmente, e igualmente através de obras que recolhem as suas palavras. Amma e Mãe Meera são os Avatares que viajam pelo mundo. É indispensável receber Iniciação ao Namasmarana pelos fundadores do Centro? Não, não somos indispensáveis, o Divino só, é. A iniciação pode permitir-vos aceder mais depressa à maneira mais ideal de praticar, para vocês, pessoalmente. Porque é necessário dedicar os nossos momentos de comunhão? Se guardamos só para nós esta prática, não obteremos o fruto total e inteiro que teríamos se nos consagramos ao objecto supremo da nossa devoção que é o Divino. É por isso que é tão importante oferecer momentos ao Divino. Isso permite igualmente de melhor tomar consciência, progressivamente, Daquele que se repete o nome. Esta acumulação do nome Divino transforma-se então uma circulação pelo Dom. O que oferecemos volta naturalmente. Ninguém pode é prever a que momento isso acontecerá. Existem explicações particulares a conhecer? O fervor e a regularidade são as garantias de realização. Têm um exemplo espontâneo de um ser humano que teve uma vida tradicional tendo realizado o Divino por esta prática? Sim, Swami Randas. A sua história é belíssima. Arnaud Desjardins falou maravilhosamente num livro intitulado "Ashrams" nas Edições Albin-Michel. O que é que podemos fazer se temos resistências a viver essa prática? Podemos aprender a desenvolver a perseverança e a paciência. E se verdadeiramente constatarmos que as resistências são muito importantes, é sempre possível um acompanhamento terapêutico antes de se comprometer à prática da comunhão. Há com efeito, por vezes etapas a respeitar, mas a perseverança será de toda a maneira indispensável. É uma prática a efectuar definitivamente ou ela é transitória, momentânea? É uma prática a viver enquanto ela será para vocês uma necessidade. Com perseverança e regularidade, ela acabará um dia por ser não mais uma experiência, mas um estado. Este estado nomeia-se segundo as culturas espirituais, Beatitude, Despertar, Realização do deus em si, Iluminação… Como por toda a forma, esta prática é portanto a mais ou menos longo prazo, efémera. Tudo depende da intensidade do vosso compromisso, da intensidade do vosso amor. Como gosta de dizer o poeta Christian Bobin, trata-se de desfrutar do eterno tratando com cuidado do efémero. Realizar o Divino em si somente por esta prática não é uma visão simplista? Isso pode com efeito, ser visto por muitos como qualquer coisa de muito simples, de muito fácil. O nosso ego, gosta frequentemente de ser lisonjeado e prefere o que parece aos olhos dos outros, complexo, complicado. Isso vai portanto pedir para já, apreciar a simplicidade. Que esforço, com efeito!! Esta prática pode conciliar-se com uma vida social tradicional? Se tradicional quer dizer que vivemos em harmonia connosco e com os outros, então sim, a resposta é sim. Mas se desejamos viver em harmonia, é necessário viver no mundo Divino, interior. Viver depois o mundo Divino afim de saber como viver ao melhor das nossas possibilidades no mundo humano, sem nada perder da nossa felicidade. É o que nós podemos trazer de mais benéfico aos outros e à sociedade: a nossa beatitude e as emanações contagiantes dessa alegria que fica e que não depende mais de circunstâncias exteriores. Qual é a ligação entre esta prática silenciosa e o amor incondicional? Nós temos necessidade do amor, este estado de reverência incondicional, para se comunicar com o Divino. Alguns poderão perguntar-se porque é que na lista dos Avatares, não estão mais presentes, seres como Peter Deunov, Swami Ramdas, Omraam Mikhaël Aivanhov, etc… O que nos pode responder? Um Avatar vem à Terra com os Poderes Divinos enquanto um iniciado os desenvolve. Um Avatar encarna-se sem carma enquanto um iniciado tem um a saldar. É tão simples como isso. Desde há milénios os Avatares nascem na Índia pois esse país é santificado. O que não retira nada há qualidade dos ensinamentos de todos os iniciados. Porque é que há tantas fotos de Ma Ananda Moyi sobre este "site" Internet consagrado ao Centro? Ma Ananda Moyi é um Avatar que testemunhos mais a importância desta prática e reconheço ter recebido de Ma Ananda Moyi uma iniciação interior. Uma iniciação interior engendra sempre coisas muito concretas para a sociedade. É o que permite hoje a presença do centro e da iniciação. Quais são as facilidades e as dificuldades para praticar o Namasmarana? As facilidades são a simplicidade, o compromisso e o desprendimento a demasiados desejos materiais. As dificuldades são o egocentrismo, a complacência e a falta de humildade. O Centro é destinado unicamente aos francófonos? O Centro dos Avatares é aberto a todas aquelas e todos aqueles que procuram a fusão com a Origem Divina, para lá das nacionalidades. É o estado místico que cada um pode acolher em si à força de devoção e fé. Como é que se concilia vida material e realização do Divino? Como assegurava o Avatar Ma Ananda Moyi, quando nos abandonamos totalmente ao Divino, o Divino toma conta de nós tanto espiritualmente como materialmente. Ele tomará conta do nosso futuro e se ocupará de todo o bem-estar que nos é devido. Quando estamos ao serviço do Divino, é ao Divino de responder a todas as nossas necessidades, tal como um "empregador". Quando a união com o Divino é cada vez mais íntima, o necessário se apresenta sozinho, oferece-se dele mesmo. O Divino reside em todos os seres, mas eles não estão todos em Ele, e daí advêm os sofrimentos. Os seres que fazem os maiores sacrifícios não são aqueles que imaginamos. São aqueles que, agarrados aos desejos dos sentidos, renunciam à Beatitude Divina para obter prazeres sempre efémeros do mundo humano. Como realizar o Divino no contexto de uma sociedade ocidental? A realização do Divino em si (Samadhi) permite conservar a nossa Felicidade em permanência enquanto nos dedicamos às nossas actividades quotidianas. A prática do Namasmarana pode portanto conciliar-se com uma vida social e familiar ordinária. É necessário que o mundo saiba que é possível levar uma vida consagrada ao serviço desinteressado da humanidade. É este exemplo vivificante que transmitem Amma e Mãe Meera, os Avatares que viajam pelo mundo inteiro. O caminho do serviço é uma vida de humildade e de devoção e é a expressão natural do amor em acção. Não trabalhamos mais para nós mesmos mas para o bem de todos. E a liberdade tanto procurada chega quando em lugar de fazer face ao que o nosso ego quer, nós nos abandonamos à Vontade Divina. Que podemos nós fazer para ajudar a missão dos Avatares ou de lhes prestar serviço? Se desejaram agradecer-lhes ou ser-lhes mais útil, todos eles vos responderão:" Então realizem-se. Realizem o Divino em vocês mesmos". Será a mais bela maneira de os amar e de vos mostrar realmente reconhecidos pela sua presença e o seu Trabalho no mundo. |
Ma Ananada Moyi
Meher Baba
di
Amma
Ramana Maharshi
ecte
Mae Meera
telugou de sa région.
Sri Yukteswar
Ma Ananda Moyi | ||||
Introdução
•
A
Prática
•
Ensino
•
Avatares
•
O
Centro
•
Direcção
Espirituala
•
Gratuitidade
•
Iniciação
| ||||||